
A audácia de cravar o fim
Pôr as mãos no tempo
E arrancá-lo da sua função
De dividir o passado do presente
Levantar o sonoro NÃO
Emuralhar o beijo
Emoldurar o amor
Embrulhar o que foi
E não levar pra viagem
Secar o que fica
Afinar o que resta
Esfarelar o que sobra
Usar mãos de faca
E cravar o fim.
O fim.
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